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Presidente do Senado sugere que governo dialogue mais com os líderes partidários na Câmara e Senado.


O presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) afirmou nesta segunda-feira (18), em São Paulo, que "falta um ajuste fino na política" na relação entre o governo federal e o Congresso Nacional para conseguir a aprovação da reforma da Previdência. 

 "O ajuste fino na política é o governo se empenhar pessoalmente, se dedicar na Câmara e no Senado para dialogar. Mas é o sentimento também de deputados e senadores de aprovar a reforma. O diálogo político será fundamental para dar essa celeridade que o Brasil espera da reforma e do parlamento brasileiro", disse Alcolumbre após visitar o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

 "Falta entendimento com líderes partidários. O governo adotou modelo de relação política institucional que quebra paradigmas de décadas. É um modelo novo que precisa ser precedido de conversar, diálogos e entendimentos com os líderes. A minha sugestão é que o governo converse com os presidentes dos partidos políticos." Alcolumbre diz que a opção do governo Bolsonaro de negociar com as bancadas partidárias será um ponto de interligação. 

"Mas a relação com o líder partidário é fundamental para que nesse diálogo e nesse ajuste fino a gente possa consolidar o apoio". Ele comentou também sobre a questão da reforma da Previdência dos militares. "Fiz um compromisso com os militares. Eles estão dando a sua parcela de contribuição, dando de 30 para 35 anos. O estudo do governo aponta que com esse modelo teremos uma economia de R$ 100 bilhões.

 Quando se fala em uma reforma da previdência de R$ 1 trilhão, os militares estão dando a sua parcela. Militar está de plantão 24 horas por dia, não tem hora extra." À tarde, Alcolumbre se reuniu com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Também em São Paulo, o presidente em exercício, Hamilton Mourão diz que espera aprovar a reforma da Previdência entre o final do primeiro semestre e início do segundo.