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Traficante matou jovem na UEG após ela recusar namoro, diz delegado


A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (18) o inquérito que investiga a morte de vítima Ana Carolina Emidio, de 20 anos, dentro da Universidade Estadual de Goiás (UFG), em Caldas Novas, na região Sul de Goiás. 

Segundo o delegado Tibério Martins, o crime foi feminicídio, porque a jovem recusou namorar o suspeito, que era traficante. Ele também foi morto uma semana após o assassinato da jovem, que aconteceu no dia 4 de fevereiro deste ano. A jovem não era estudante da universidade e correu até lá para fugir do atirador. “A Ana Carolina mantinha um relacionamento com o suspeito do crime Paulo Rogério de Lima.

Mas, a relação era apenas por interesse em drogas. Só que ele não aceitava essa condição e cobrava constantemente um relacionamento sério, mas ela não o assumia”, afirmou o delegado, que investigava antes a morte da jovem como homicídio por dívidas de drogas. Ainda de acordo com Tibério, antes do assassinato, o homem chegou a ir à casa da jovem e a ameaçou com uma arma na presença da mãe dela. 

“Uma testemunha relatou em depoimento que ele foi à casa da jovem e colocou a arma dentro da boca da vítima”, disse. Antes da conclusão do inquérito, segundo o delegado, a polícia descobriu que uma semana após a suspeita de matar Ana Carolina, Rogério foi morto por um homem em um bar, que já está preso.

 “O Rogerinho também foi morto em uma emboscada por um homem que estava bebendo com ele. A gente suspeita que possa ter sido encomendada por alguém que não se incomodava com as maldades dele. 

O Rogério era investigado por outros dois homicídios”, informou Tibério. O delegado disse também que nove testemunhas foram ouvidas e que algumas delas sabiam da suposta autoria do crime pelo Rogério. “Elas não falaram com a polícia antes porque tinham medo dele, por conta de ser uma pessoa perigosa. Mas após a morte dele resolveram contar tudo”, informou.

A arma que o suspeito utilizou no crime também consta no inquérito e submetida à perícia.Ana Carolina chegou a ser levada pelo Corpo de Bombeiros a uma Unidade de Pronto Atendimento, mas não resistiu e morreu. A mulher foi atingida no braço e na barriga. A UEG informou em nota que ela não tinha nenhuma relação com a unidade.“Agora a gente vai remeter o inquérito para Justiça e pedir o arquivamento dele, porque o autor já está morto”, informou Tibério Martins.