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Renan critica governo, Jorginho rebate e senadores batem boca



 O caso da compra da vacina Covaxin causou um bate-boca na sessão desta quinta-feira, 23, da CPI da Covid-19. Diante do silêncio do depoente, o empresário Danilo Trento, apontado como sócio oculto da Precisa Medicamentos, o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que os indícios de irregularidades no processo de aquisição do imunizante “reforçam a percepção” de que o governo do presidente Jair Bolsonaro “é corrupto”. Aliado do Palácio do Planalto, o senador Jorginho Mello (PL-SC) reagiu e afirmou que o emedebista não podia associar o mandatário do país a “esses picaretas”. Os dois trocaram xingamentos e quase chegaram às vias de fato, mas foram contidos pelos colegas de Casa.

Na quarta-feira, 22, o senador Humberto Costa (PT-PE) apresentou questão de ordem para que a lista de inscrição fosse respeitada, a fim de garantir os 15 minutos de fala de cada um dos parlamentares e evitar interrupções, sobretudo, ao relator, que tem tempo livre para inquirir os depoentes. O pedido foi deferido pela presidência da CPI. No entanto, nesta quinta-feira, Jorginho Mello interrompeu os questionamentos de Renan Calheiros. O emedebista afirmou que não aceitaria interrupções. “Ah, vai para os quintos, então”, disse Mello. “Vá Vossa Excelência com o seu presidente e com o Luciano Hang”, rebateu Renan. “Vai lavar a sua boca para falar do Luciano”, retrucou o governista. “Vai lavar a tua, vagabundo”, devolveu o relator. “Vagabundo é tu, ladrão, picareta”, treplicou o parlamentar do PL. “Ladrão é você”, afirmou Renan. “Vai dormir, ladrão”, rebateu o aliado do governo. “Puxa-saco, vigarista”, disse o relator.

A CPI da Covid-19 aprovou a convocação do empresário Luciano Hang, da rede de lojas Havan, antes do início do depoimento de Danilo Trento. Jorginho Mello foi o único a votar contra. Mello e Hang são conterrâneos. Jorginho foi contido pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Eduardo Girão (Podemos-CE). Renan tentou partir para cima do governista, mas foi impedido pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente do colegiado.

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