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Em Madri, Lula diz querer ser candidato e decidirá ‘entre fevereiro e março’

 


O ex-presidente Lula afirmou neste sábado, 20, em Madri, na Espanha, que quer se candidatar novamente para comandar o Brasil, mas disse que só vai bater o martelo a respeito entre os meses de fevereiro e março, “porque há muito o que decidir”. 

O líder petista fez o anúncio em um evento do partido espanhol de esquerda Podemos após cumprir compromissos em Alemanha, Bélgica e França. “Se me transformassem em ouro eu não teria como retribuir a gratidão que tenho por vocês, isso me fez querer ser novamente um candidato à presidência”, declarou Lula em discurso ao lado de Pablo Iglesias, ex-líder do Podemos, e da atual secretária-geral do partido, Ione Belarra, e de Enrique Santiago, secretário-geral do Partido Comunista espanhol. “Tenho 76 anos, estou apaixonado, vou me casar e devo dizer o seguinte: já lutei muito, devo cuidar de minha vida, mas aquele que nasce para lutar não é mais dono de si mesmo”, acrescentou o ex-presidente, que nos últimos dias se encontrou com o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, com o presidente da França, Emmanuel Macron, e o ex-chefe do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.

Ele classificou a viagem pela Europa como uma tentativa de “provar ao povo brasileiro que o Brasil é amado, que o povo ama o Brasil”. “Não posso fazer menos do que já fiz. Se tiver que voltar e fazer menos, é melhor não voltar”, ressaltou. Sobre o processo que o levou a passar 580 dias na prisão, Lula alegou que, como os responsáveis pelos processos não tinham “nada” para atacá-lo, construíram através da mídia a ideia de uma “quadrilha de corrupção”, para depois condená-lo sem “provas”. Ele também disse que se entregou à Justiça para que não houvesse uma foto dele como um “corrupto fugitivo”. “E um dia eles me soltaram, fui para casa sem uma tornozeleira eletrônica, com a cabeça erguida”, acrescentou. Além disso, Lula pediu que a esquerda fizesse da luta contra a desigualdade no mundo sua bandeira, fez um apelo contra a fome e, diante da rejeição da direita a alguns fluxos migratórios, frisou que “a pobreza incomoda”.

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