Caso Lazaro ; Veja como o fazendeiro teria ajudado Lázaro

Lázaro tomava café da manhã, almoçava e jantava na fazenda. 



O caseiro disse no depoimento, na quinta-feira (24), que percebeu a falta de leite na geladeira, copos sujos na pia e pães na mesa, sendo que nem ele nem o fazendeiro dormiam no local. Ele disse que ouviu o chefe chamar por Lázaro no horário de almoço, informando que a comida estava pronta, e que reparou quantidades maiores de refeição sendo preparadas. 

 "Vem almoçar Lázaro", gritava o fazendeiro em direção à mata, segundo o caseiro. 

 Á noite, antes de ir embora, o patrão gritava novamente em direção ao mato: "A porta vai ficar aberta", conforme o depoimento. Segundo o caseiro, Lázaro Barbosa dormia na fazenda há pelo menos cinco dias. 




 O fugitivo usava um depósito da casa para se esconder quando a polícia passava pela região. Nesse local, ficavam equipamentos e uma máquina de cortar grama. Na ocasião em que policiais entraram na fazenda e prenderam os dois, o caseiro relatou que Lázaro viu a chegada da equipe e correu para este depósito. 

 O caseiro cuidava das vacas e voltou para o interior da casa. Logo, o fugitivo fez um sinal com as mãos para ele sair da residência. Ao olhar para fora, viu equipes da força-tarefa na cerca de arame. ele não avisou que Lázaro estava escondido no depósito por ter sido ameaçado de morte por ele. 



 Segundo o depoimento do caseiro, Lázaro dormiu na fazenda entre os dias 18 e 23 de junho. Ele contou que percebeu que o colchão de um dos quartos sempre estava fora do lugar original todos dias. Ele ressaltou que nem ele nem o patrão dormem na chácara. Uma outra ordem dada pelo chefe era de deixar as portas destrancadas quando fosse embora.


O fazendeiro teria atuado também a favor de Lázaro quando impediu a entrada de policiais da força-tarefa para vasculharem a área. Na tarde do dia 23 de junho, uma equipe do Comando de Operação de Divisas da Polícia Militar (COD) foi proibida de entrar na fazenda pelo proprietário. 

 Em relação à proibição da entrada de militares em sua propriedade, o advogado alega que o fazendeiro proibiu porque os policiais saem e deixam as portas abertas, o que provoca a saída de animais do local.

O caseiro disse que recebeu ordens de não deixar a polícia entrar no terreno desde o dia 18 de junho. Ele trabalhava na fazenda há 21 dias.

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