Prisão de Roberto Jefferson foi estopim para reação de Bolsonaro contra o STF

 



A prisão do presidente nacional do PTB, 
Roberto Jefferson, foi o estopim para a reação do presidente Jair Bolsonaro contra o Supremo Tribunal Federal (STF). 

Aliado do governo, o ex-deputado federal foi preso no âmbito do inquérito que invetiga a atuação de “milícias digitais” – na decisão, desta sexta-feira, 13, Moraes escreveu que Jefferson “faz parte do núcleo político” de uma organização criminosa “que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas”.


Segundo aliados e auxiliares palacianos ouvidos pela Jovem Pan, o chefe do Executivo federal ficou “muito irritado” com a decisão do ministro Alexandre de Moraes

De acordo com o relato de um interlocutor, Bolsonaro avalia que o STF ultrapassou “todos os limites” ao autorizar a prisão de Roberto Jefferson. Ao longo desta sexta-feira, 13, o presidente da República silenciou sobre o caso. A resposta, contudo, veio na manhã deste sábado, 14. Em suas redes sociais, ele anunciou que entregará ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), um pedido de abertura de processo contra os ministros Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso. Sem citar o nome de Jefferson, o mandatário do país disse que os magistrados “extrapolam com atos os limites constitucionais”.