Impasses entre partidos ameaçam palanques de Lula nos maiores colégios eleitorais do país

 

O PT quer lançar Fernando Haddad como candidato ao governo estadual, o que gerou um impasse com o PSB. O ex-prefeito da capital paulista lidera

Com a formalização da aliança entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin para as eleições deste ano, PT e o PSB tentam entrar em consenso sobre candidaturas em dois Estados do Sudeste – São Paulo e Rio de Janeiro. 

Já em Minas Gerais, o Partido dos Trabalhadores busca o apoio do PSD, de Gilberto Kassab, mas tem a cadeira no Senado como obstáculo. Essas indefinições ameaçam os palanques do petista nos maiores colégios eleitorais do país. São Paulo é o Estado com maior número de eleitores, 32,3 milhões, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

O PT quer lançar Fernando Haddad como candidato ao governo estadual, o que gerou um impasse com o PSB. O ex-prefeito da capital paulista lidera a disputa com 29,7%, de acordo com o último levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado na segunda-feira, 2. No entanto, o PSB insiste na postulação do ex-governador do Estado Márcio França e quer o apoio da sigla de Lula.

A pesquisa Datafolha realizada no início de abril mostrou que 34% dos paulistas não votariam no ex-prefeito Fernando Haddad para o governo estadual “de jeito nenhum”. 

Já o índice de rejeição de França é de 20%. Em sabatina realizada pelo portal UOL e pelo jornal Folha de S.Paulo, o ex-governador disse que, caso o PT não aceite o acordo, ele vai seguir com a candidatura até o fim. Neste caso, o palanque ficaria dividido em São Paulo. 

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