DNA em copo de café leva a prisão de assassino 46 anos após o crime


 Uma amostra de DNA encontrada em um copo descartado ajudou a polícia dos Estados Unidos a prender um homem acusado do assassinato de Lindy Sue Biechler, 46 anos após o crime. A mulher foi encontrada morta aos 19 anos em 1975 em seu apartamento em Manor Township, no Estado americano da Pensilvânia.

As informações foram divulgadas em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 18, pelo Gabinete do Procurador Distrital do Condado de Lancaster e o Departamento de Polícia de Manor Township ao anunciarem a prisão do suspeito.

Em 1975, a mulher foi encontrada morta em seu apartamento com ferimentos à faca. Evidências na cena do crime indicaram que a morte não foi motivada por um roubo, mas, possivelmente, de um crime sexual.

No local, foi encontrado pela polícia material genético na calcinha da vítima, mas testes genéticos feitos à época não foram suficientes para a identificação do assassino.

Apenas 22 anos depois, em 1997, as autoridades puderam realizar um novo teste genético na roupa íntima usada por Biechler. O resultado foi a descoberta de sêmen, além de revelar um perfil genético do suspeito.

Porém, apenas em 2020, com uma tecnologia mais recente e avançada, foi possível descobrir que a pessoa era descendente recente de imigrantes italianos. Após uma investigação, descobriu-se que havia cerca de 2 mil moradores com ascendência italiana vivendo na área no momento da morte de Biechler.

A partir dessas informações, analisando registros de tribunais, bancos de dados públicos, redes sociais, registros judiciais e outros recursos, a polícia chegou ao nome de David Sinopoli, um novo suspeito que. até então, nunca havia sido considerado: Ele tinha vivido no mesmo prédio que Biechler.

Foi então que, em fevereiro, as autoridades seguiram Sinopoli até o Aeroporto Internacional da Filadélfia, onde conseguiram seu DNA em um copo de café que ele havia usado e descartado numa lata de lixo antes de embarcar em um voo. Os investigadores então compararam o DNA do homem com amostras coletadas na calcinha de Biechler.

Via Canal Gama