Em seu primeiro ato público em Brasília na corrida pela presidência da República, Lula (PT) discursou pela pacificação na campanha eleitoral, lançou pré-candidatos do Distrito Federal e mandou recados ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Após ser alvo de bombas caseiras de fezes em comícios no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte e ter um de seus apoiadores assassinado por motivações políticas em Foz do Iguaçu, o ex-presidente criticou a ligação de Bolsonaro para a família de Marcelo Arruda.

“Hoje, eu vi na rede social que o presidente está preocupado, ele estava até tentando entrar em contato com a família da pessoa que morreu. Se o Bolsonaro quiser visitar as pessoas pelas quais ele é responsável pela morte, ele vai ter que ter muita viagem porque ele não chorou uma lágrima pelas vítimas do Covid”, declarou.

O pré-candidato disse que as armas dos petistas nesta campanha serão os livros e a paz: “São três meses que nós vamos nos multiplicar nas ruas. Nós vamos continuar fazendo nossas passeatas, nossos atos públicos, mas nós vamos ter que dar uma lição de moral. Nós não precisamos brigar, a nossa arma é a nossa tranquilidade, o amor que temos dentro de nós e a sede que nós temos de melhorar a vida do povo brasileiro!”.

“Nós não temos que aceitar provocação. Se alguém provocar vocês, mande ele morder o próprio rabo e não briguem, vão pra casa cuidar da família. Daqui pra frente, quem puder participar de uma reunião com um livro na mão é a resposta que a gente vai dar ao presidente que está incentivando as pessoas a comprar armas”, declarou o petista.